Educação Midiática V

Chegamos na última etapa do curso, meus relatos das etapas anteriores estão aqui. Agora vamos ver como aplicar o que estudamos, a proposta é fazer, uma dessas opões:

  • PLANO DE AULA
  • PLANO DE FORMAÇÃO
  • ARTEFATO/RECURSO DIDÁTICO (p/ ser compartilhado)
  • AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO (p/ pais, gestores, comunidade)

Fiquei tentado a fazer um plano de aula, com uma breve investigação dos fundamentos conceituais e filosóficos da “educação midiática”. Algo que poderia ser útil em um futuro projeto de pesquisa ou que pelo menos servisse para estimular algum debate com alunos de graduação, ou professores. Dependendo do público o conteúdo poderia ser modificado.

Essa proposta de aula ou minicurso pode ser dividida em 4 encontros de 50 minutos.

Clique aqui para ver a proposta de aula finalizada (pdf).

ok, então vamos começar nosso papo pela metade “educação”, e depois olhamos para a parte “midiática” da equação, e por fim a equação completa.

(Uma atualização – depois dessa postagem descobri uma timeline impressionante com a História da Media Literacy – vale o clique!)

I

Existe uma quantidade exorbitante de coisas que já foram escritas sobre a educação. Não tenho nenhuma pretensão e nem condições de tentar esgotar esse oceano. Mas algumas coisas me chamaram mais a atenção, tendo sempre como pano de fundo a segunda metade da equação, e com isso mantendo algum tipo de recorte nesse vasto mar. Os pontos cardeais que vão guiar essa primeira parte são:

  1. a educação como transmissão de uma forma de ver o mundo, de uma geração para outra
  2. a educação como forma de preservação de uma cultura, desde sua origem grega na paidéia
  3. o debate sobre a diferenciação entre educação e escolarização
  4. a tensão entre tradicionalismo e inovação no ambiente escolar

Aqui, já que estamos falando de uma proposta de aula, os alunos serão convidados a formar equipes e desenvolver argumentos sobre esses 4 pontos, usando a ferramenta do Edpuzzle (link).

Para complementar o debate podemos assistir o filme “A Educação Proibida”, veja o trailer abaixo.

O filme completo está aqui.


II

Agora podemos ir para a segunda parte da equação, o termo: midiática

As mediações são muito estudadas nos campo da comunicação e da antropologia. Mas muitas vezes são subestimadas em áreas que privilegiam uma perspectiva humanista e antropocêntrica. Em geral os educadores acabam privilegiando uma visão muito instrumental de suas “ferramentas”, ou seja acabam esquecendo a importância de nossa relação com os não-humanos que mediam os processos educacionais. Minha sugestão para essa parte seria fazer uma apresentação resumida de meu artigo sobre mediação (link) e propor uma discussão geral usando a ferramenta de debates Kialo, sobre o seguinte tema:

  • Qual o papel das mediações na transmissão da educação?

Esse vídeo tem um breve histórico da evolução dos meios de comunicação e pode ajudar no debate:

Aqui tem uma dica sobre como ativar as legendas do vídeo.


III

Por fim, vamos olhar para a equação completa: A Educação Midiática

Aprendemos no curso que existem outras iniciativas que inspiram a proposta do Educamidia, autores e centros de pesquisa como:

Além das recomendações da UNESCO (link) e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC):

Não tenho formação específica em pedagogia, mas fiquei pensando na educação midiática como um tipo complementar de educação, como podem ser: a educação alimentar, a educação sexual, a educação emocional, a educação financeira e a educação mítico/religiosa.

No entanto, se a gente olhar com atenção os objetivos da educação midiática no próprio guia do Educamidia:

A educação midiática é “o conjunto de habilidades para acessar, analisar, criar e participar de maneira crítica e reflexiva do ambiente informacional e midiático em todos os seus formatos – dos impressos aos digitais. (Guia, p. 26)

A palavra ambiente pode passar despercebida, mas é justamente aqui que encontramos uma das grandes chaves conceituais da educação midiática: o entendimento das mediações como um tipo de ambiente, ou ecologia da mídia.

A ecologia (propriamente dita) foi a primeira disciplina moderna a reunir outros domínios e práticas, indo no caminho inverso das tentativas de purificação epistemológica. Por sua conformação, inspirou outras abordagens, como a cibernética e os estudos das mídias. Por analogia, podemos entender a ideia de ambiente como um tipo de meio, ou seja, de mídia.

McLuhan dizia que “o meio é a mensagem”. Ou seja devemos olhar para a forma como as mensagens são transmitidas pois isso por si só já implica em mudanças profundas no nosso entendimento. Por isso o conceito de ecologia cognitiva é uma boa imagem para os estudos que tentam olhar para a forma como olhamos, pensamos e percebemos o meio em que ocorrem as relações mediadas pelas linguagens. Um dos primeiros a atualizar essa imagem foi Pierre Lévy, que a definia assim:

Vivemos hoje uma redistribuição da configuração do saber que se havia estabilizado no século XVII com a generalização da impressão. Ao desfazer e refazer as ecologias cognitivas, as tecnologias intelectuais contribuem para fazer derivar as fundações culturais que comandam nossa apreensão do real. […] as categorias usuais da filosofia do conhecimento, tais como o mito, a ciência, a teoria, a interpretação ou a objetividade dependem intimamente do uso histórico, datado e localizado de certas tecnologias intelectuais. Que isto fique claro: a sucessão da oralidade, da escrita e da informática como modos fundamentais de gestão social do conhecimento não se dá por simples substituição, mas antes por complexificação e deslocamento de centros de gravidade. (LÉVY, 2004, p. 5-6).

Olhando para a história dos estudos midiáticos a obra de Marshall McLuhan se destaca como uma das primeiras a tentar nos alertar sobre os riscos da nova cultura midiática. E nesse sentido também podemos dizer que ele é um dos primeiros a formular algumas estratégias de educação midiática. Foi a partir de um artigo do Alexander Kuskis que fui juntando os pontos e acabei encontrando no site da CML um texto sobre o John Culkin e outro sobre o Barry Duncan, dois alunos do McLuhan (mundo pequeno… quase uma aldeia…).

Esse reencontro foi muito importante para mim, pois como disse no começo desse relato, nesse processo de reinvenção que estou experimentando, uma transição entre áreas de pequisa e de atuação profissional, é legal ver algum sentido ou conexão entre uma fase nova e outras fases de nossa vida. Um dos poucos textos que escrevi especificamente sobre educação, já buscava um diálogo entre as mudanças nas tecnologias que mediam o ensino e as explorações/provocações do McLuhan. Como nesse trecho de uma especie de manifesto ou ensaio, escrito por ele em 1955 (tem ele completo no fim dessa postagem):

A metrópole, hoje em dia, é uma sala de aula; os anúncios são seus mestres. A sala de aula é uma obsoleta casa de reclusão, uma masmorra feudal. (…) a Idade da Escrita passou. Temos de inventar uma nova metáfora, reestruturar os nossos pensamentos e sentimentos. As novas comunicações não são pontes entre o homem e a natureza: são a natureza.
Marshall McLuhan (1955)

E esse trecho do McLuhan lembra um trecho do PBL citado no Guia do Educamídia:

Nesse contexto, o PBL (project-based learning, na sigla em inglês) é uma postura pedagógica que entende a aprendizagem como um processo social e transdisciplinar e busca diminuir o
abismo entre as experiências na escola e as do mundo real. p. 37

Ou seja mas do que uma preocupação com a escolarização, a EM pensa numa forma de nos preparar para viver o mundo, como ele é.

E foi olhando para a querida mandala do Educamídia que encontrei a relação mais curiosa entre EM, McLuhan e a história da educação no ocidente.

Fiquei intrigado com a origem dos três eixos da mandala. Ao que parece foram inspiradas pelos três Rs: ler, escrever e somar (ou em inglês reading, writing and arithmetic), uma das formas mais clássicas de entender as principais habilidades da educação. E que de alguma forma tem relação com o famoso trivium das artes liberais, ou seja o estudo da gramática, da retórica e da dialética (ou lógica).

O trivium que por sinal deu origem ao termo trivial, por se tratar de um fase inicial, depois seria complementado pelo quadrivium (aritmética, música, geometria, astronomia).

Segundo a Wikipedia, a base do trivium é o estudo da:

  • gramática que ensina a mecânica da linguagem ao aluno. Essa é a etapa em que o aluno “chega a um acordo”, definindo os objetos e as informações percebidas pelos cinco sentidos. Daí a Lei da Identidade: uma árvore é uma árvore e não um gato.
  • dialética (ou lógica) que é a “mecânica” do pensamento e da análise, o processo de compor argumentos sólidos e identificar argumentos e afirmações falaciosas e, assim, remover sistematicamente as contradições, produzindo assim um conhecimento factual confiável.
  • retórica que é a aplicação da linguagem a fim de instruir e persuadir o ouvinte e o leitor. É o conhecimento (gramática) agora entendido (lógica/dialética) e sendo transmitido para fora como sabedoria (retórica).

E se a gente fizesse um remix da mandala com o trivium?

Olha que interessante! Temos praticamente a busca pelas mesmas “competências” atravessando os séculos.

Antes até tinha pensado em outra correspondência que seria entre ler/gramática, escrever/retórica e participar/dialética. Mas revendo o conceito clássico de dialética como principio lógico e não como base do diálogo (que é a forma mais moderna de interpreta-la), dar ver que ela fica bem situada na posição da leitura.

Se a gente der uma olhada no verbete dialética do Dicionário de Filosofia (ABBAGNANO, 2007) também podemos ver que existem pelo menos 4 formas de entender essa palavrinha. Mas na Idade média, época do trivium, a dialética era compreendida principalmente como:

“a disciplina das disciplinas: ensina a ensinar, ensina a aprender, e nela a própria razão manifesta o que é, o que quer, o que vê”, (…) uma teoria dos signos e das coisas significadas e se definia como “ciência do verdadeiro e do falso, e do que não é nem verdadeiro nem falso”.

Reflexões e atualizações

Olhando para a relação entre o trivium e a EM podemos dizer que: A educação midiática é uma atualização do percurso histórico do projeto educacional do ocidente, adaptada às mudanças atuais nas formas de mediação e/ou comunicação.

Assim, voltando para as questões que vimos no começo dessa postagem:

  1. a educação como transmissão de uma forma de ver o mundo, de uma geração para outra
  2. a educação como forma de preservação de uma cultura, desde sua origem grega na paidéia
  3. o debate sobre a diferenciação entre educação e escolarização
  4. a tensão entre tradicionalismo e inovação no ambiente escolar

Podemos dizer que:

1- a EM atualiza as formas de transmissão de visões de mundo
2- a EM ajuda na preparação para a vida na atual cultura digital
3- a EM borra as fronteiras entre escolarização e educação
4- existe um aumento da tensão entre inovação e tradição com a EM

A crítica da crítica

Ainda existem muitos aspectos da EM que precisam ser aprofundados, mas vou retomar três argumentos que identifiquei no começo do curso, sobre a importância da educação midiática nas escolas.

1 – Como disse o David Buckingham quanto as mídias, não devemos ser críticos, mas sim reflexivos.

2 – A grande dica da Renee Hobbs é que devemos evitar hierarquizar as mídias, e tentar aprender com a diversidade de fontes que existe vida fora de nossas bolhas.

3 – Segundo o Tomás Durán Becerra a educação midiática não precisa ser ideológica, mas pode ser empoderadora.

Assim inspirados pela frase (1) do Buckingham podemos tentar desenvolver uma reflexão/leitura sobre a dialética/lógica do pensamento crítico, ou seja o tema do sub-eixo da ler: a análise crítica da mídia.

Como essa questão, por exemplo poderia ser atualizada? Ou de que outra forma poderíamos reinterpreta-la?

Você já reparou como se repete no discurso educacional o mantra do pensamento crítico? Já é uma expressão naturalizada e por isso nem nos preocupamos em repensa-la. Mas o que ela significa? Ou melhor quem poderia fazer a crítica do crítica?

O objetivo final do critico é escapar a toda a crítica possível, de ser não criticável. Posiciona-se nas costas de toda a gente e convence toda a gente de que não tem costas.
Michel Serres

E porque seria importante fazer isso? O pensamento crítico não é fundamental para nos “salvar” da manipulação midiática? Sem dúvida, mas como a própria EM nos alertou… epa, peraí, o que?

E se a gente aplica-se um pouco das estratégias da EM na EM? Então que tal decodificar o sentido da “análise crítica da mídia”?

Uma das bases do pensamento crítico está na obra do filósofo Immanuel Kant, sua obra estabelece critérios de validação para a forma crítica de pensar. É inegável a importância da obra de Kant para o pensamento moderno, principalmente se você observar o contexto de sua obra. Uma época onde a Igreja ainda tinha um papel determinante em muitas das narrativas dominantes.

Mas então qual é problema dessa forma crítica de pensar? Uma consequência em grande medida não intencional do uso do pensamento crítico é a desautorização das formas não ocidentais de pensar. Sim, se a razão é a única luz que deve guiar nossas escolhas, todas as formas “não-racionais” devem ser evitadas. Mas será possível julgar o grau de racionalidade de outras culturas, usando os critérios de sua própria cultura? Existem várias obras que identificam uma base racista ou preconceituosa na proposta de Kant (veja essa por exemplo e experimente buscar: Kant + racismo no Google).

Como fazer então? Kant deve ser “cancelado”? Claro… ops… óbvio que não. Mas agora podemos usar o conceito de crítica com mais cuidado.

Por isso a dica do Buckingham é interessante: não devemos ser críticos, mas sim reflexivos. E sendo assim, quer forma mais interessante de ser reflexivo do que investir na diversidade de fontes como disse a Hobbs. Nesse sentido, taí um grande desafio da EM como disse o Becerra, não precisa ser ideológica, mas pode ser empoderadora. Ou seja a EM pode ajudar a romper com o epistemicídio da maneira tradicional de educar, ampliando as possibilidades de dialogo para além das polarizações retroalimentada por nossas bolhas.

Para finalizar, um belo exemplo midiático dessa abertura é esse projeto do David Byrne, que tal refletirmos sobre ele?

Bônus

Cinco dedos soberanos dificultam a respiração (1955)
Marshall McLuhan

A cidade já não existe mais, salvo como espectro cultural para turistas. Qualquer botequim à beira da estrada, com seu aparelho de televisão, jornal e revista, é tão cosmopolita quanto Nova York ou Paris.
O camponês sempre foi um parasita suburbano. O agricultor já não existe; hoje, é um homem da “cidade”.
A metrópole, hoje em dia, é uma sala de aula; os anúncios são seus mestres. A sala de aula é uma obsoleta casa de reclusão, uma masmorra feudal.
A metrópole é obsoleta. Perguntem ao Exército.
A cobertura global instantânea do rádio e da televisão torna a forma citadina insignificante e despida de função. Outrora, as cidades estavam relacionadas com as realidades da produção e da intercomunicação. Agora não.
Até a escrita ser inventada, vivíamos no espaço acústico, onde os esquimós atualmente vivem: sem limites, sem direção, sem horizonte, a escuridão, a intuição primordial, o terror. A fala é um mapa social desse pântano sombrio.
A fala estrutura o abismo do espaço acústico e mental, ocultando a raça; é uma arquitetura cósmica e invisível das trevas humanas. Fala para que eu te veja.
A escrita lançava o projetor sobre a escura e alta montanha da fala; a escrita era a visualização do espaço acústico. Iluminava a escuridão.
Esses cinco reis levaram um rei à morte.
Uma pena de pato pôs fim à fala, aboliu o mistério, criou arquiteturas e cidades, gerou estradas e exércitos, burocracias. Foi a metáfora básica com que se iniciou o ciclo da civilização, o passo com que se saiu das trevas para entrar na luz da mente. A mão que encheu um papel construiu uma cidade.
A escrita a mão está nas paredes de celulóide de Hollywood; a Idade da Escrita passou. Temos de inventar uma nova metáfora, reestruturar os nossos pensamentos e sentimentos. As novas comunicações não são pontes entre o homem e a natureza: são a natureza.
A mecanização da escrita mecanizou a metáfora audiovisual em que toda a civilização assenta; criou a sala de aula e a educação das massas, a imprensa moderna e o telégrafo. Foi a linha de montagem original.
Gutenberg tornou toda a História simultânea: o livro transportável trouxe o mundo dos mortos para o espaço da biblioteca da um cavalheiro; o telégrafo trouxe o mundo inteiro dos vivos para a mesa do pequeno almoço do operário.
A fotografia foi a mecanização da pintura em perspectiva e do olho parado; derrubou as barreira do espaço nacionalista, vernáculo, criado pela impressão. A impressão alterou o equilíbrio da fala oral e escrita; a fotografia alterou o equilíbrio do ouvido e do olho.
Telefone, gramofone e rádio são as mecanizações do espaço acústico pós-letrado. O rádio leva-nos da volta às trevas da mente, às invasões de Marte e Orson Welles; mecaniza o poço de solidão que é o espaço acústico: o palpitar do coração humano aplicado a um sistema PA fornece um poço de solidão em que qualquer um pode afogar-se.
O cinema e a televisão completam o ciclo de mecanização do sensório humano. Com o ouvido onipresente e o olho móvel, abolimos a escrita, a metáfora audiovisual especializada que estabeleceu a mecânica da civilização ocidental.
Ao ultrapassarmos a escrita, recuperamos a nossa totalidade, não num plano nacional ou cultural, mas cósmico. Evocamos um homem supercivilizado, subprimitivo.
Ninguém conhece ainda a linguagem inerente à nova cultura tecnológica; somos todos cegos e surdos-mudos, em termos da nova situação. As nossas palavras e nossos pensamentos mais impressionantes atraiçoam-nos ao referirem-se ao nosso previamente existente, não ao atual.
Estamos de volta ao espaço acústico. Começamos de novo a estruturar os sentimentos e as emoções primordiais, de que 3000 anos de letras nos divorciaram.
As mãos não tem lágrimas para derramar.

Sabe quem estudava o trivium… o McLuhan foi o tema da tese de doutorado dele. Quer conhecer um pouco mais o trabalho dele? Vale assistir esse documentário, ou se preferir pode seguir “ele” no twitter.

BIBLIOGRAFIA

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 2007.
BYRNE, David. The Complicated World of Staten Island. Disponível em: https://wearenotdivided.reasonstobecheerful.world/staten-island-bicycle-ride-david-byrne/. Acesso em: 23 nov. 2020.
GADOTTI, Moacir. História das ideias pedagógicas. São Paulo: Editora Ática, 2003.
GONÇALVES, Pedro Augusto Pereira. Crítica da razão racista: a colonialidade do pensamento racial de Kant. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2018.
KUSKIS, Alexander. (2015). The media literacy movement’s debt to Marshall McLuhan. Explorations in Media Ecology. 14. 305-316. 10.1386/eme.14.3-4.305_1.
LÉVY, Pierre. As tecnologias da Inteligência: O futuro do pensamento na era da informática. São Paulo: Editora 34, 2004.
MCLUHAN, Marshall. O Trivium Clássico – O lugar de Thomas Nashe no ensino de seu tempo. São Paulo: É Realizações, 2012.
MCLUHAN, Marshall. Cinco dedos soberanos dificultam a respiração (1955). In: MCLUHAN e CARPENTER. Revolução na Comunicação. Rio de Janeiro: ed. zahar, 1971.
MORIN, Edgar. Cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003.
OCHS, Mariana; FERRARI, Ana Claudia; MACHADO, Daniela. Guia da Educação Midiática. São Paulo: Instituto Palavra Aberta, 2020.
POSTMAN, Neil. O fim da educação. Rio de Janeiro, Graphia, 2002.
SERRES, Michel. Polegarzinha. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013.
SERRES, Michel. Diálogo sobre a ciência, a cultura e o tempo (conversas com Bruno Latour). Lisboa: Instituto Piaget, 1996.
STANGL, Andre. A Caverna da Mediação e a perspectiva não essencialista da Comunicação. In: PRADO, J. A. B. E.; SATUF, I. (Org.). Comunicação em Ambiente Digital. 1. ed. Covilhã: Labcom, 2019. p.149-169.

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