McLuhan e o link da alegria criativa

Na década de 1960, o pensamento McLuhan ganhou o mundo, estava nas capas de revistas e na televisão, no olho do furacão informacional que tentava desvendar. Nas décadas seguintes, foi sendo colocado de escanteio, talvez pelo ciúme dos seus colegas, talvez pela sua saúde. No Brasil, foi quando as teorias derivadas do marxismo que condenavam de antemão qualquer tentativa de interpretação dos meios de comunicação de massa que não fosse crítica, o colocaram para escanteio. Uma leitura apressada de sua obra pode até dar a impressão de uma apologia, mas McLuhan, pelo contrário, era até tecnofóbico, encarava a sua missão como uma tentativa de “explorar” o vórtex informacional, buscando uma forma de sobrevivência.